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O Pior dos brasis

[taqueda]
A pretexto do tema abaixo, do meu colega André.
Dois eventos aparentemente sem conexão, ganharam espaço há alguns meses na mesa de debates da televisão brasileira.
O primeiro não chega a ser um evento isolado, mas a repetição de bordões em um programa humorístico. Christian Pior, personagem criado pela turma do Pânico na TV, parece ser uma espécie de revez categórico de seus companheiros de programa, Repórter Vesgo e Sílvio Santos. Não se constrange em invadir cenários blasés da sociedade brasileira, a saber, portas de entradas de festas dos ricos e famosos, desfiles, entre outros, mas, ao invés de utilizar sua língua afiada e sua astúcia no ramo da improvisação humorística para achacar os chiques, a exemplo da outra dupla (surpresa!) ofende sistematicamente um suposto mal gosto de quem? Dos pobres. São vários os recursos estilísticos, é infindável o repertório de piadinhas, mas o mote é sempre esse: pobre não sabe imitar a elegância daqueles que nasceram com estilo (como se isso não fosse simplesmente uma questão de dinheiro). É claro que o ator que o protagoniza, em entrevista recente à Folha Online, quase nos consegue convencer de que, na vida real, é exatamente o contrário de seu personagem, uma vez que sua origem é pobre e blá blá blá. Mas acho um tanto curioso vingar seu passado lançando-se contra seus antigos semelhantes, quando o natural seria ir à forra contra os que sempre o humilharam.
Mas antes vamos ao segundo evento: Kerlon, jogador do Cruzeiro, em clássico regional de uma rodada intermediária do Campeonato Brasileiro, com o jogo já praticamente vencido, resolve lançar mão da única arma estilística conhecida de que dispõe: o famoso drible da foca. Um lance impessoal, uma celebração da vitória diante de sua torcida. O lance é objetivo (como diria Galvão, vertical), Kerlon entra na área, mas, sem o menor constrangimento, seu adversário o derruba vigorosamente. Após a queda do garoto, o mesmo adversário aponta o dedo em tom de sermão, uma espécie de manifesto contra o humor, para um cambaleante Kerlon, que tenta entender, aos poucos, a trombada que levou. Nem citarei o nome do pregador, para que meus conhecidos da época de bolão não achem que é rixa contra ex-corinthiano incompetente.
Nos dois eventos que aqui resumi, nada parece haver em comum. Mas basta retirarmos desse conteúdo o fatual e seus atributos ocasionais, e ficarmos com o extrato conceitual, simbólico, que engendra tais situações. Não sobrarão outras coisas a não ser um binômio: humor x violência.
No primeiro caso, violência travestida de humor. No segundo, violência contra o humor. Tiram-se os personagens, deixa-se tudo anônimo, mas ainda assim, resta o traço brutal de nossa sociedade, que o debate midiático posterior veio a nos mostrar: não eram poucos, no caso do segundo evento, aqueles que defendiam a postura do jogador faltoso, dizendo que não se pode, num espetáculo sério (sério???) como o futebol, dar vazão a tais manifestações, a tamanha chacota contra o adversário. A violência contra o humor, nesse caso, se justificaria.
Voltemos ao primeiro caso e esse meu raciocínio se confirma: a violência também se justifica, nesse caso, mas, dessa vez, dentro da espessura própria do humor, dinamizando-o e tornando-o até mais saboroso aos telespectadores do século XXI.
Podem me acusar de estar sofismando. Eu manterei minha posição. Em nossos dias, ao humor ingênuo, impessoal, que abate gente irritada, a truculência é o elemento heurístico. É uma espécie de censura necessária. Para os casos em que é preciso humor mesmo para agredir, a mesma truculência, dessa vez pelo uso da linguagem, ocupa, embriaga todos os vazios de conteúdo deixados por uma indesejada impessoalidade.
Tudo o que não seja agressão, impaciência, intolerância, então, perde a importância. Tudo é secundário. O que importa é o espetáculo que se engendra aos moldes dessa impecável, majestosa e eficiente senhora: a violência.
Escrito por REVÓLVER NA MÃO DO MACACO às 18h07
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Nosso Alemão é mais complexo.

[andre carrasco]
Tropa de Elite é um filme pessimista.
Comecei a pensar nisso logo que saí da sala de cinema. Na verdade, ele é um filme muitas coisas, bom inclusive, mas pessimista foi o adjetivo mais preciso que encontrei.
A trajetória do personagem Matias foi fundamental para essa minha conclusão. A respeito disso, se faz necessário um parêntese: (esse ator manda muito bem). Mas voltemos ao Matias.
Ele é o cara que começa o filme representando a integridade em forma de gente. Um brasileiro como tantos, pobre, trabalhador, honesto, idealista e gente boa. Sabe tratar as pessoas com educação e gentileza, inclusive seus subordinados, num contexto, um batalhão falido da pm do Rio, onde gentileza e educação passam longe. Ele se mostra sempre calmo, mesmo diante de situações complicadas, seja num tiroteio no Turano, seja num seminário sobre Foucault. E sua gentileza não se abala, mesmo quando se vê cercado de playboys que se concentram em lhe encher o saco.
Pois bem, essa figura, por força do destino (claro que destino não tem nada a ver com isso) vira pm. Se ele ficasse nisso, perfeito. Ele teria que engolir uns sapos, tolerar os achaques, mas continuaria sendo o mesmo cara legal. Mas não. Ele não se contentou com isso e decidiu entrar pro bope.
E é aí que a coisa desanda. Esse cara legal passa por uma formatação do nível de Nascido pra Matar (do Kubrick) (e por falar nisso, se o Kubrick tivesse dirigido esse ator, o cara já tinha levado um Oscar) e vira um verdadeiro diabo. E um diabo dos bons, pois consegue preservar todas as suas qualidades anteriores, evoluindo apenas em relação aos defeitos.
Diante de tal metamorfose, levada à cabo justamente pelas instituições às quais confiamos nossa vida, não é difícil pensar que fudeu tudo. Claro, é um filme, uma ficção. E daí?
Outra ponta do pessimismo do filme está no fato de que não sobra ninguém. Quem vê o filme, pelo menos eu tive essa impressão, até acha, no começo, que o Matias vai se salvar. Mas ninguém se salva. Tudo é colocado no mesmo saco, de merda. Polícia (as duas), Estado, ongs, classe média....Não tem inocente. Tomando como foco a violência, que seria o problema central (afinal, se todo mundo cheirasse, achacasse, fumasse e não morresse ninguém, não estaríamos falando disso), o filme mostra que todo mundo tem culpa no cartório. E mais, que essas “instituições” não são caixinhas isoladas umas das outras, ao contrário, elas se misturam muito e de um modo extremamente complexo, e dependem disso para sobreviver. Até por isso, quando o capitão nascimento diz que se ele tivesse 30 mil caras no bope a guerra estaria vencida, a frase e seu autor transformam-se, de frase de efeito e soldado durão, em galhofa e uma grande criança feliz.
Mas isso tudo a gente está cansando de saber, afinal de contas. Mas é interessante ver isso em um filme.
Retomo ao pessimismo. Vendo o filme, a única consideração possível é que não tem jeito. Pelo menos, que não tem jeito desse jeito. Explico. Pensar a respeito da violência a partir das categorias que utilizamos atualmente (bandido x polícia, estado oficial x estado paralelo, dentro da lei x fora da lei) não nos levaria a lugar nenhum. O nível de complexidade e contradição, explicita e camuflada, que define a violência como uma mediação social que não pode ser desprezada, transforma essas categorias e suas determinações em um entulho, teórico e prático, do qual não conseguimos nos livrar de jeito nenhum. E se esse entulho não nos fornece subsídios nem para pensar o problema, imagine se ele nos fornecerá algum para resolvê-lo (imaginando que houvesse alguma solução possível).
Essas instituições pegam um cara legal e o transformam em um assassino. E isso vale tanto para o cara que vira pm quanto para o cara que vira soldado do movimento. Inclusive, a forma de cooptação, não por acaso, é muito parecida. O cara vai sendo excluído, excluído até que não sobra muito, ou não sobra nada, e ele tem que decidir. E esse é o lado trágico dessa guerra. Só morre miserável, de um lado e de outro. E vejam a contradição, uma das milhares... a classe média adora cheirar, banca o tráfico, não agüenta o tranco, pede arrego pro Estado, esse recruta meia dúzia de desesperados através de um psicotécnico, dá um 38 pra cada e manda pra guerra.
O Estado adota um modelo de produção de espaço urbano que garante a milhões de pessoas o “esgoto a céu aberto e parede madeirite”.No começo dá certo, mão de obra barata, nenhum custo extra com qualquer coisa parecida com um direito social...Mas um dia, o Estado também não agüenta o tranco, e tem que criar uma milícia pra manter todo mundo em cima do morro. Em são paulo os planejadores foram mais espertos....os barracos foram feitos bem longe. No lugar do bope, aqui temos ônibus lotado e metrô mais caro que paris.
Vendo merdas dessa magnitude não é difícil pensarmos que isso não nos diz respeito. Mas diz. Nenhum de nós vai tomar enquadro de polícia ou levar um saco na cabeça. Mas como todo mundo, a gente alimenta e se alimenta dessa merda do mesmo jeito que todo mundo.
Nós conseguimos uma façanha, e falo da civilização ocidental. Conseguimos criar um mundo onde todo mundo se dá mal, todo mundo adora e ninguém faz força pra mudar.
Evidentemente que o filme não fala tudo isso. Mas seu pessimismo, de alguma forma, como vocês viram, ajudou a organizar o meu.
E por isso gostei do filme.
Escrito por REVÓLVER NA MÃO DO MACACO às 17h21
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Viva a cow parade!

Lucia Neves
Prezados liderados. Oi ?
Exato. A OI! financia uma invasão das vacas veadas (foi um próprio gay quem falou, logo, estou politicamente correta). São 74 exemplares espalhados por pontos estratégicos da cidade do Rio de Janeiro. A minha primeira impressão foi de surpresa e de um leve encantamento. Elas são bonitinhas mesmo. Melhoram a auto-estima do carioca!!!! Durante algumas caminhadas na orla de Copacabana fui ruminando, ruminando e começo a antipatizar com minhas novas amiguinhas.
Ruminar é muito perigoso!!! (Desculpem o meio plágio).
A primeira coisa que me veio à mente, foi o próprio nome do evento cultural. Cow Parade. Mais uma faceta de um americanismo que nos obriga a enrolar a língua toda vez que vamos nos comunicar? O lançamento de um novo produto, um novo DEUS: a vaca?
A outra pergunta veio logo depois: as vacas nos invadiram ou as vacas somos nós?
Concluí, provisoriamente, a menos que vocês me convençam do contrário, que as vacas somos nós, embora um popular que as admirava não pense da mesma forma. Entre irritado e curioso, ele indagava se não estariam os nossos artistas nos xingando de chifrudos.
Por que as vacas somos nós?
Nossos artistas deliberada ou inconscientemente realizaram um movimento surpreendente de síntese da atualidade brasileira. As vacas sugerem, ao mesmo tempo, a massificação, a passividade, o alheamento e a futilidade do nosso tempo.
O grande idealizador do neoliberalismo parte da premissa fundamental de que o indivíduo, devido à visão limitada da razão humana, vê-se impedido de absorver intelectualmente um conjunto de problemas que o atingem e aos seus semelhantes. Dessa forma, como vacas, com olhos melancólicos, distantes e opacos, o homem segue sua rotina em manadas silenciosas e servis.
Sim, somos vacas, por que não? Mas somos vacas fashion. A tristeza, a infelicidade e a ausência de utopia são pintadas com cores vivas e infantis que nos deixam cristalizados no tempo passado para suportar sorrindo as vilezas do cotidiano presente.
Nossos artistas, com esse modo clean de expressar um tempo, conseguiram o patrocínio para sua arte em tempos de desemprego, reforçaram a marca do produto no mercado, reduziram os impostos a serem pagos pelos patrocinadores e renovaram o compromisso social de que as vacas desunidas serão sempre vencidas.
Escrito por REVÓLVER NA MÃO DO MACACO às 12h33
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BOLEI !

[zeca ferreira]
Começou a Copa do Mundo!
Anuncia, frenética, a voz que sai do meu televisor. Meia verdade. Eliminatórias não são Copa do Mundo, no sentido mais usual do termo. As ruas não são pintadas, o comércio e as aulas não são suspensos, não organizamos churrascos para acompanhar, da altitude de Bogotá, Colômbia e Brasil.
Copa do Mundo é outra coisa.
Mas é claro que, para os abnegados, essas criaturas que organizam suas vidas e reminiscências dentro de intervalos regulares de quatro anos, as eliminatórias ajudam a suportar a dolorosa abstinência. Mas mesmo para nós, quero dizer, para essas tristes criaturas, bastaria uma rápida sessão de tortura com o Cap. Nascimento para revelar o óbvio: “não tem a menor graça”. Ainda assim, dá pra esperar com alguma ansiedade pelos conflitos com nossos hermanos argentinos (aí sim, um caso à parte), ou, após dois anos de jogos apáticos, por algum brilho e emoção na partida final, onde seremos salvos pelo exigido retorno de algum craque iconoclasta (se bem que vivemos tempos de Kaká...). Mas, tirando isso, as eliminatórias trazem invariavelmente a repetição de um sistema lógico de repetições, tais como: jogos modorrentos na altitude (quase sempre terminando em zero a zero); catimba; empates com equipes inexpressivas quando seremos desacreditados por nossos cronistas; goleadas em equipes inexpressivas, levando-nos a acreditar sermos, definitivamente, os donos do planeta; e Galvão Bueno.
Mas fiquemos nesse último elemento:
Ao longo dos últimos vinte e tantos anos ele ocupou cadeira cativa no imaginário nacional: é a voz das Organizações G para o esporte. Queiramos ou não, a lembrança de momentos importantes da nossa memória afetiva virão impregnadas pela voz desse cidadão. Quem tem um pouco mais de idade deve lembrar que o posto era ocupado anteriormente pelo Luciano da Valle, hoje mais lembrado por promover torneios de futebol para a terceira idade, fórmula indy, Porto de Galinhas, campeonato de sinuca e outras bizarrices ao som de Toquinho.
Igualados em canastrice, G.B. supera o antecessor em sua característica mais notável: sua voz é a voz do dono. Ao abrir a boca em cadeia nacional, Galvão é 100% editorial. Não sei se houve alguma orientação mais estrita no início de carreira, mas hoje creio que existe um processo acabado de simbiose, fenômeno que acontece com os mais fiéis da casa. Eliminatórias com o Galvão é certeza de xenofobia, arrogância e uma vontade enorme de não estar ali.
No jogo do último domingo, após uma chuva colossal, funcionários do estádio colombiano tentavam drenar a água do campo; por outra câmera víamos os vestiários inteiramente alagados. Ao ver a cena já pude imaginar um daqueles lamentáveis jogos com a bola parando na poça e camisas irreconhecíveis de lama. Surpreendentemente não foi o que aconteceu: após 45 minutos de atraso o jogo começou com a bola rolando por todo o campo. Se a qualidade do espetáculo foi péssima, ainda nos restou o consolo da altitude como explicação. Mas Galvão queria que o jogo começasse na hora, certamente preocupado com o atraso do Fantástico. Mandou um dos repórteres perguntar ao Jorginho se ele não jogara em campos piores durante a carreira. A resposta do vice do Dunga foi perfeita, tranqüila, sem a ansiedade de quem faz a Glória Maria esperar. Sem a aguardada confirmação de sua exasperação (em suas palavras, por “respeito ao telespectador”), Galvão botou a viola no saco e chamou os comerciais.
Mas quando a seleção canarinho adentra o gramado para enfrentar um de seus irmãos mais pobres, a vitória nos campo deve elevar seu sentido, transformando a peleja em um esmagamento moral, ou um corretivo pela audácia de existir. Se o jogo começa com o adversário atacando ou batendo, ou os dois, aí então terá invadido um terreno sagrado pro Galvão: o respeito. A seleção brasileira deve ser antes de tudo respeitada e temida. Aos que nos enfrentam resta torcer para que as traves se alarguem, tirando do caminho das redes as pólas lançadas por nossos artistas. Técnico adversário então é o inimigo preferencial. Com seus agasalhos multicoloridos e seus bigodes indecentes eles representam o indesejável, o intruso maltrapilho na festa de gente fina, alguém que não conhece o seu lugar, ou o seu não-lugar, no mundo. “É um falastrão!”, vocifera Galvão diante da ousadia de manifestar o desejo imoral de derrotar os deuses.
Mas, se serve de consolo ao nosso menestrel, estúpido somos todos, em alguma medida, apenas não temos microfones e câmeras apontando para nós em momentos de atenção nacional. Mas desde o dia em que se permitiu a uma emissora, em troca de muito $, obter a exclusividade nesses eventos, fica impossível evitá-lo.
Então agüenta.
Escrito por REVÓLVER NA MÃO DO MACACO às 12h36
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Acorda Macacada!

[o emilio]
No quiprocó todo que se armou no senado, e em que se destacam imagens como a pelega numero um do PT vendo os peitinhos de Mônica Veloso no Blog do Noblat ou a figura bizarra de um senador suplente que herdou uma vaga de seu cônjuge, o nobre ministro do plim plim, uma criatura nova me chama a atenção. O tal acessor especial do Renan, que foi até um daqueles estados do centro-oeste negociar umas fotos de outro senador. Com a saída de Renan o tal Chico do Gesso deve sair do noticiário. No entanto, nos poucos dias em que esteve na berlinda, o cidadão demonstrou ser uma figurinha especial. Apadrinhado de Sarney, ex-colocador de gesso nos edifícios da esplanada, o tal chico subiu rápido na vida. Hoje milionário, o ex-gesseiro esteve em diversas estatais sob a batuta do MDB. Depois resolveu que seu lugar era o congresso.
É engraçado como esse pessoal chega no congresso. O tal cabeludo também, trocou o financiamento da campanha do blue eyes por uma vaga na sua suplência. Chico do Gesso devia fazer uma bela sanca, assim por duas vezes esteve no congresso, como suplente foi senador e deputado federal. Diz-se que sua passagem ficou marcada por um discurso em que pedia pro Felipão convocar o baixinho. Confesso que aí conquista minha simpatia.
Sobre o fato que causou seu afastamento, defendeu-se Chico dizendo estar em busca de material contra Jackson Lago, adversário do dindo no Maranhão. Ah então tá certo. Agora Chico pega seu chapéu, se despede do checão de 9 pilas mensais e espera por mais uma indicação. Na boa.
***
Passado o cansaço de inverno, a juventude da Fiesp arma nova ofensiva contra o caos na política. Segurando a bandeira dos pagadores de impostos, essa juventude arretada arma um mega-evento pra sacudir o Anhangabaú. No melhor estilo Força Sindical, chamaram dezenas de artistas também cansados da carga tributária. Entre eles os filhos de francisco. Prometem abalar bangu numa demostração de força e apoio popular em massa. Assim superam a fase mini-passeatas com segurança armada, e abraçam uma causa verdadeiramente popular contra esse governo omisso. Segundo um dos organizadores, há gente de ong’s da periferia para comprovar que os pobres são os maiores atingidos pela CPMF. Por isso esperam 2 milhões no grito contra a carga tributária. Lobão, que depois de inventar um universo paralelo se rendeu ao universo unplugged deve estar presente, como um pagador assíduo de impostos. Com ele Luciano Huck e seu Jorge devem comandar o show.
E assim caminha a humanidade. Depois de dar com os burros n’água ao abraçar João Dória, essa juventude batuta deve ter contratado um assessor de marketing. E o cara deve estar faturando, pois só nesta semana já teve um trabalho danado pra encaixar na Veja uma entrevista do pai de Joaquim, tentando desdizer o que havia escrito dias antes na Folha. Tomou-lhe uma traulitada do tal Ferrez e deve ter se arrependido de dar o texto pra Angélica escrever.
Escrito por REVÓLVER NA MÃO DO MACACO às 14h19
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Segura na mão de Deus e vai...

[pé sujo]
Hoje cedo, assistindo a um desses telejornalecos matinas, soube que o casal dono da Renascer, igreja evangélica com sede em São Paulo, entregou para Jesus, bem mais que a alma. Bota mais, nisso. Mais ou menos, R$ 130 milhões, em patrimônio que, segundo eles, só conseguiram essa graça, porque, o que você dá a Deus, recebe em dobro. Caralho, Deus é milionário! Hum...isso explica muita coisa.
Mas, quem vai condená-los por não botar tanta fé no celestial paraíso, que além de pouco provável, se existir, ainda tem uma série de escalas até o gozo eterno? Ninguém! Quer dizer, o MP condena. Mas, estar às vistas do Ministério Público, é quase como ser uma celebridade. Se não dá pra correr, aproveite o máximo. A exposição na mídia, por conta de falcatruas, tem trazido bons resultados aos chamados réus.
Mas, voltando aos bispos, foi descoberta uma nova conta, em que durante 5 anos foram movimentados quase R$ 4 milhões, com depósitos mensais de 150 mil todo mês.Porra, e a conta está num banco nos Estados Unidos, onde o casal de Jesus está preso. Estevam Fernandes, começou a cumprir a pena de 5 meses na cadeia, enquanto a bispa fica em casa, presa, cuidando dos filhinhos e dos negócios, enviando links para a igreja, dando notícias aos fiéis brasileiros, sobre a obra do Diabo para derrubar, no caso eles, devotos mensageiros de Deus. Passados cinco meses de Estevam, a bispa toma seu lugar para sentir o quente da cela por mais cinco meses, enquanto o marido volta para a mansão em Miami, em prisão domiciliar.
Porra, as duas figuras são acusadas de estelionato, sonegação de impostos, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e formação de quadrilha.
Não sei vocês, mas eu acho pouco. Essa prisão deveria ser, no mínimo, Guantánamo, pra começar. Porra, essa merda de prisão domiciliar, é algo que não cabe nem comentário.
Bem, como é de costume a todo aquele que passa pela cadeia, a Bispa também deverá sair de lá com uma tatuagem. Soube que ela já anda escolhendo algumas figuras para carimbar. Mas, como a moda hoje é tatuar frases, aí vai minha sugestão para ela, uma frase que ouvi de alguém numa situação de apuro:
“Deus é grande, mas o Diabo não é pequeno, não.”
Escrito por REVÓLVER NA MÃO DO MACACO às 14h08
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